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segunda-feira, 4 de junho de 2012

ver-se no retrovisor
e ao fundo o crepúsculo
atrás do arrozal

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azaléias caem
prá tristeza da vizinha
no jardim em frente

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manhã cinzenta –
sinto o frio intenso chegando
no olhar do cachorro

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sob a névoa fria
a estrada vazia e os campos –
o olhar se aprofunda

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vento minuano –
todas as árvores se movem
para o mesmo lado

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oferta-me incenso
o vendedor de quadros
ao som do vento frio

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quietude no lago –
o passatempo da garça
é ouvir o vento

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segurando a saia
e a caixa de bergamotas –
a moça da feira

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nessa tarde fria
o vento sul entra em casa
congelando tudo

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cheiro de pinhão –
esta garoa me lembra
a chácara antiga

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hora de partir -
na chuva fininha meus passos
desaparecem

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ao anoitecer
minhas pálpebras sentem
salpicos de orvalho

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